Além da comida, lojas de vinil e roupas: vilas gastronômicas se reinventam

Além da comida, lojas de vinil e roupas: vilas gastronômicas se reinventam

Chamadas de a ‘nova praia dos curitibanos’, as vilas gastronômicas proliferaram na cidade nos últimos dois anos e chegaram a somar 27 opções em funcionamento. No entanto, no decorrer dos últimos meses, pelo menos sete delas fecharam as portas. A última, o Fresh Live Market, no Batel, anunciou que encerra as atividades no dia 7 de novembro. A ideia de reunir exclusivamente operações de comida e bebida em praças de alimentação fora dos shoppings deu certo para muitas, mas outras tiveram que se renovar, apostando em novos serviços e tipos de comércio.

“A abertura de novos formatos de negócios é cíclica. Há a questão de adaptação do mercado e do consumidor. Por isso, algumas vilas gastronômicas estão se movimentando e pensando novos formatos e operações para atraírem o público.

O que a consultora Caroline Fiuza Parolin, professora da disciplina de Gestão Estratégica de Empreendimentos da Universidade Positivo, vê de melhorias entre as vilas de pequeno e médio portes é a criação de mais atrativos para consolidar a fidelização dos clientes. Ou seja, ir além de apenas servir comida. “O que a gente observa é a necessidade de geração de serviços, mais conveniência, que as pessoas não vão lá apenas para comer, tem que ter outros chamarizes, outros atrativos, que fidelizem a vontade das pessoas e que elas voltem”, explica.

Nas vilas maiores, essa movimentação já é mais visível. No Mercado Sal, o empresário Gustavo Costa viu que é difícil se manter em pé apenas com a gastronomia, e começou a mudar o mix de opções. “Hoje estamos trabalhando com uma rede de franquia de air soft, serviços como entretenimento aos pets, espaço kids e um grande espaço multidisciplinar para não depender apenas da comida”, conta.

Outro caminho adotado para atrair o público é a transmissão de eventos em telões, promoções de happy hour e apresentações musicais.

Há ainda aqueles que se especializam em nichos para atrair o público. Achilles Colle, sócio da Ca’dore, explica que está reformulando o mix de opções, com operações exclusivas. “Vão ficar no máximo 30 que serão as nossas referências, com qualidade, atenção, e preço justo”, conta. A fórmula é a mesma adotada pela Mercadoteca quando mudou de mãos, e passou a fazer parte do Grupo Vino! no ano passado, diminuindo e qualificando os operadores.

O Mercado Sal também passou a ter operações de serviços, como espaço kids, loja de vinil, pet, roupas e uma franquia de airsoft.”


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